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Superfungo que causa surto em hospital de SP é resistente a remédios; entenda os riscos

O Candida auris tem se espalhado em hospitais e representa um desafio crescente para a saúde pública em SP  |  Foto: Imagem feita com auxílio de IA

Publicado em 02/04/2025, às 18h09   Foto: Imagem feita com auxílio de IA   Maria Laura Saraiva

O Candida auris, conhecido como "superfungo", preocupa autoridades de saúde devido à sua resistência a antifúngicos, rápida disseminação e alta taxa de mortalidade.

Em São Paulo, o Hospital do Servidor Público Estadual enfrenta um surto do patógeno, com 15 pacientes expostos ao fungo desde janeiro. Um paciente de 74 anos faleceu, mas a instituição esclareceu que a morte não foi causada pela infecção.

Histórico do Candida auris no Brasil

Os primeiros casos do superfungo no Brasil foram registrados em 2020, durante a pandemia de Covid-19. A superlotação hospitalar e o comprometimento das medidas de controle de infecção facilitaram sua propagação, principalmente em UTIs. Desde então, surtos hospitalares continuam sendo identificados.

Por que o Candida auris é um 'superfungo'?

Diferente de outras espécies do gênero Candida, comuns em infecções orais e vaginais, o Candida auris é altamente resistente à maioria dos antifúngicos disponíveis. Essa característica dificulta o tratamento e o controle da infecção nos ambientes hospitalares.

Transmissão e grupos de risco

Segundo Diego Rodrigues Falci, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a transmissão ocorre pelo contato com superfícies contaminadas, como móveis hospitalares e equipamentos médicos. Pacientes imunocomprometidos, submetidos a quimioterapia, transplantes ou internações prolongadas estão mais vulneráveis.

Riscos e desafios para a saúde pública

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que o Candida auris representa um risco grave devido a:

Surto no Hospital do Servidor e medidas adotadas

O Hospital do Servidor Público Estadual notificou a Anvisa e implementou medidas rigorosas para conter o surto, como:

Monitoramento e precauções

Dos 15 pacientes expostos ao fungo, 14 foram colonizados sem desenvolver infecção. O surto destaca a necessidade de vigilância contínua e reforço nos protocolos de prevenção, dada a crescente ameaça do Candida auris à saúde pública no Brasil e no mundo.

Classificação Indicativa: Livre


Tags São Paulo Saúde Anvisa Vigilância Superfungo Candida auris

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