Polícia
por Marcela Guimarães
Publicado em 19/03/2025, às 11h44
Na última terça-feira (18), em coletiva de imprensa sobre o assassinato de Vitória Regina de Souza, de 17 anos, delegados da Polícia Civil apresentaram uma nova versão do caso e apontaram erros cometidos pela imprensa na divulgação de informações falsas.
Negando culpa pela desinformação, as autoridades não mencionaram os problemas e contradições da polícia durante as investigações que precisaram ser feitas em um curto período de tempo.
“As redes sociais vêm acabando por implementar um potencial ‘show business’ nesse tipo de crime. Isso é muito lamentável”, disse Fabio Cenachi, delegado de Cajamar e responsável pelo inquérito, ao lado de Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia da Macro São Paulo (Demacro).
Ainda no início das investigações, a polícia divulgou diversas versões do que poderia ter acontecido com a jovem. Uma delas envolve a teoria de que Vitória foi vítima do Primeiro Comando da Capital (PCC) por ter sido encontrada com a cabeça raspada.
“Nós sabemos que a difusão de informações especulativas acaba gerando um feedback que só faz atrapalhar o andamento do serviço. Se você divulga uma informação que não corresponde à verdade, você começa a provocar uma demanda de denúncias”, finalizou o delegado.
A polícia acredita que Vitória Regina de Souza, encontrada morta no dia 5 de março em Cajamar, na Grande São Paulo, não sofreu tortura e decapitação, nem antes e nem depois de morrer.
A informação foi confirmada pelo BNews São Paulo na última terça-feira (18) durante coletiva de imprensa realizada no Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) com os delegados Luiz Carlos do Carmo, diretor do Demacro e Fábio Cenachi, de Cajamar.
Segundo as fontes, a conclusão da polícia é que Vitória foi morta a facadas no dia de seu desaparecimento por Maicol Sales dos Santos, preso desde o dia 8 de março.
Na última segunda-feira (17), durante interrogatório, Maicol, de 26 anos, confessou ter agido sozinho para matar Vitória, motivado por uma obsessão que nutria por ela.
O criminoso afirmou que, em 26 de fevereiro, dia do desaparecimento da adolescente, teria seguido e abordado a jovem no ponto de ônibus próximo à sua casa. Forçada, a vítima entrou no carro de Maicol.
Mais tarde, dentro do veículo, Vitória teria reagido a alguma tentativa do criminoso e, nesse momento, foi esfaqueada no tórax, pescoço e rosto. A morte foi causada por uma hemorragia traumática decorrente das perfurações.
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