Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 25/03/2025, às 18h03
O Governo do Estado de São Paulo criou um grupo de trabalho com o intuito de desenvolver um protocolo de resposta contra ataques em escolas.
A criação do grupo foi formalizada por meio de uma resolução publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial, dois dias antes da data que marca os dois anos do atentado na Escola Estadual Thomazia Montoro, localizada na zona oeste da capital.
Composto por representantes da Secretaria da Educação, da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e policiais militares e civis, o grupo de trabalho terá a tarefa de analisar práticas adotadas no Brasil e no exterior e elaborar um protocolo que inclua procedimentos de prevenção, detecção, resposta e mitigação de incidentes.
A resolução também leva ao grupo a responsabilidade de sugerir programas de treinamento com a intenção de preparar a comunidade escolar para esse tipo de emergência, além criar um plano de comunicação para crises.
O objetivo é que o grupo entregue, no prazo máximo de 90 dias, um relatório com sugestões para a implementação do protocolo nas escolas estaduais.
Desde que assumiu o cargo, o governador Tarcísio de Freitas teve que lidar com dois ataques em escolas estaduais.
O primeiro ocorreu na Escola Estadual Thomazia Montoro, localizada na zona oeste de São Paulo, que acabou causando a morte da professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, além de deixar outras quatro pessoas feridas.
O segundo ataque aconteceu na Escola Estadual Sapopemba, na zona leste, que resultou na morte da estudante Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos. Outras duas alunas foram baleadas.
Como resposta, o governo estadual contratou psicólogos e seguranças particulares para reforçar a proteção em algumas instituições; no entanto, o número de profissionais disponíveis ainda não é suficiente para atender a toda a rede pública de ensino. Ambos os casos de ataques em escolas ocorreram em 2023.
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