Política
por Isabela Fernandes
Publicado em 24/03/2025, às 15h02
O movimento foi aprovado por ferroviários em assembleia realizada pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil na última quinta-feira (20). A paralisação será por tempo indeterminado, afetando 30 estações importantes da capital e da Grande São Paulo.
Além disso, antes do início da greve, os ferroviários aprovaram a formação de uma comissão de negociação e agendaram um ato público para terça-feira (25), em frente à Bolsa de Valores de São Paulo.
As linhas em greve — 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — conectam o centro da capital paulista à zona leste e cidades como Mogi das Cruzes, Suzano e Guarulhos.
De acordo com dados da CPTM, essas linhas transportaram, em média, 830 mil passageiros diários em 2024. A linha 11-Coral, por exemplo, teve 540 mil passageiros diários, enquanto a linha 12-Safira registrou 260 mil, e a 13-Jade, 30 mil.
O principal motivo para a greve é a privatização dessas linhas, que estão previstas para serem leiloadas pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na próxima sexta-feira (28), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
O governo estadual promete investir R$ 14,3 bilhões ao longo de 25 anos para melhorar o serviço, com a construção de novas estações, reformas e redução dos intervalos dos trens para três minutos, semelhante ao sistema do metrô.
Entretanto, a proposta enfrenta forte resistência dos sindicatos. Ferroviários temem que a privatização leve a uma deterioração do serviço, com base em falhas observadas em outras linhas da CPTM, como as 8-Diamante e 9-Esmeralda, que foram privatizadas e operadas pela ViaMobilidade. Essas linhas enfrentaram diversos problemas operacionais e tiveram que pagar R$ 786 milhões em multas devido a falhas no serviço.
Classificação Indicativa: Livre