Política

Greve na CPTM: saiba quais serão as linhas afetadas

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Ferroviários de São Paulo irão paralisar linhas importantes da CPTM em protesto contra a privatização  |   BNews SP - Divulgação Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Isabela Fernandes

por Isabela Fernandes

Publicado em 24/03/2025, às 15h02



A partir de quarta-feira (26), os passageiros das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM enfrentarão uma greve. A paralisação promete impactar a rotina de cerca de 830 mil pessoas por dia.

O movimento foi aprovado por ferroviários em assembleia realizada pelo Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil na última quinta-feira (20). A paralisação será por tempo indeterminado, afetando 30 estações importantes da capital e da Grande São Paulo.

Além disso, antes do início da greve, os ferroviários aprovaram a formação de uma comissão de negociação e agendaram um ato público para terça-feira (25), em frente à Bolsa de Valores de São Paulo.

Linhas Afetadas e Impacto no Transporte

As linhas em greve — 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — conectam o centro da capital paulista à zona leste e cidades como Mogi das Cruzes, Suzano e Guarulhos.

De acordo com dados da CPTM, essas linhas transportaram, em média, 830 mil passageiros diários em 2024. A linha 11-Coral, por exemplo, teve 540 mil passageiros diários, enquanto a linha 12-Safira registrou 260 mil, e a 13-Jade, 30 mil.

As estações afetadas pela greve são:

  • Luz 
  • Brás 
  • Tatuapé
  • Corinthians-Itaquera
  • Dom Bosco
  • José Bonifácio
  • Guaianases 
  • Antônio Gianetti Neto 
  • Ferraz de Vasconcelos
  • Poá
  • Calmon Viana
  • Suzano
  • Jundiapeba 
  • Brás Cubas
  • Mogi das Cruzes
  • Estudantes
  • Engenheiro Goulart 
  • USP Leste
  • Comendador Ermelino
  • São Miguel Paulista
  • Jardim Helena-Vila Mara
  • Itaim Paulista
  • Jardim Romano 
  • Itaquaquecetuba 
  • Guarulhos-Cecap 
  • Aeroporto-Guarulhos.

Motivação da greve

O principal motivo para a greve é a privatização dessas linhas, que estão previstas para serem leiloadas pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na próxima sexta-feira (28), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

O governo estadual promete investir R$ 14,3 bilhões ao longo de 25 anos para melhorar o serviço, com a construção de novas estações, reformas e redução dos intervalos dos trens para três minutos, semelhante ao sistema do metrô.

Entretanto, a proposta enfrenta forte resistência dos sindicatos. Ferroviários temem que a privatização leve a uma deterioração do serviço, com base em falhas observadas em outras linhas da CPTM, como as 8-Diamante e 9-Esmeralda, que foram privatizadas e operadas pela ViaMobilidade. Essas linhas enfrentaram diversos problemas operacionais e tiveram que pagar R$ 786 milhões em multas devido a falhas no serviço.

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