Política
Publicado em 02/04/2025, às 17h51 Redação BNews São Paulo
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que um inquérito contra ele permaneça arquivado na Justiça Eleitoral de São Paulo.
A investigação, iniciada em 2018, envolvia suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tendo sido aberta com base em delações premiadas de Wesley Batista, empresário e fundador da JBS e de Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais da J&F.
De acordo com as delações premiadas, a JBS teria repassado R$ 350 mil mensais a Kassab por meio de notas fiscais falsas de uma consultoria. Saud também afirmou que a empresa desembolsou R$ 28 milhões para garantir o apoio político do PSD ao PT durante as eleições presidenciais de 2014. O político nega todas as acusações.
No mês passado, após o Supremo ampliar a interpretação sobre o foro privilegiado, Alexandre de Moraes determinou o retorno do processo ao STF. Nos bastidores do Judiciário, a medida vem sendo interpretada como uma estratégia para pressionar Kassab a não apoiar o projeto de anistia.
Na época em que o inquérito estava no STF, Kassab ocupava o cargo de ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no governo de Michel Temer. Com sua saída, Moraes encaminhou o processo à Justiça Eleitoral de São Paulo.
Em 2021, foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), dando início a uma ação penal. No entanto, o caso foi arquivado dois anos depois; o magistrado deu a entender que não havia elementos suficientes para sustentar as acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra o líder do PSD.
Através de um ofício encaminhado ao STF no último dia 26 de março, a Justiça Eleitoral informou que a investigação envolvendo Gilberto Kassab foi “arquivada definitivamente” na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, localizada no bairro da Bela Vista.
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