Política

Unicamp disponibiliza cotas para pessoas trans, travestis e não-binárias; veja como funcionará

Foto: Divulgação/Antonio Scarpinetti/Unicamp
Sisitema será reavaliado após cinco anos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Antonio Scarpinetti/Unicamp

Publicado em 02/04/2025, às 12h32   Mariana Bruno



Na última terça-feira (1), o Conselho Universitário da Unicamp, o Consu, aprovou por unanimidade a criação do sistema de cotas voltado para pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias. 

As vagas, exclusivas para os cursos de graduação, serão disponibilizadas por meio do Edital Enem-Unicamp e aceitarão candidatos de escolas públicas e privadas. 

Veja como funcionará o sistema de aprovação:

  • O candidato deve se autodeclarar trans, travesti ou não-binário em sua inscrição para a instituição; 
  • O candidato deverá enviar um relato de vida, modelo utilizado em demais instituições de ensino superior; 
  • A comissão de verificação, que deve ser composta por pelo menos uma pessoa trans, travesti ou não-binária, avaliará os dados do candidato. 

O novo formato de aprovação também declara que os cursos de até 30 vagas deverão disponibilizar, ao menos, uma vaga regular ou adicional para o grupo. Já aqueles que oferecem um número igual ou superior a 30 vagas, deverão oferecer duas vagas, sendo elas regulares ou adicionais. Caso não haja vagas adicionais, elas serão subtraídas das vagas de ampla concorrência dentro do sistema Enem-Unicamp. 

O novo modelo da universidade também declara que metade das vagas será distribuída nos critérios já vigentes de cotas para pessoas pretas, pardas e indígenas (PPI).

De acordo com as informações divulgadas pela Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), a Unicamp recebeu 279 inscrições de candidatos com nome social para o vestibular de 2025. Dentro desse número, 40 pessoas foram selecionadas. Ainda segundo a Universidade, os cursos mais procurados são: Medicina, Artes Visuais e Ciências Biológicas. 

A aprovação do sistema de cotas se deu pela proposta levada ao Consu pelos movimentos sociais presentes na Universidade e na Reitoria, como o Ateliê TrasMoras e o Núcleo de Consciência Trans (NTC). A Unicamp declarou que, após cinco anos das aberturas das primeiras vagas, será feita uma análise dos resultados.

Classificação Indicativa: Livre

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