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PF revela esquema de fraudes no INSS com prejuízo de até R$ 6,3 bilhões; veja detalhes

Operação investiga fraudes de entidades e intermediários; Presidente Alessandro Stefanutto do INSS foi afastado do cargo  |  Foto: Fotos Públicas

Publicado em 29/04/2025, às 18h33   Foto: Fotos Públicas   Fernanda Decaris

Representantes e ex-diretores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) participavam de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões e receberam mais de R$ 17 milhões em transferências. O crime foi revelado em um relatório da Polícia Federal.

A investigação aponta ainda pessoas intermediárias de associações que realizavam descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.

Virgílio Oliveira Filho, procurador-geral do INSS, também teria sido beneficiado por meio de sua esposa.  Além de transferências em dinheiro, ela recebeu um carro de luxo: um Porsche Taycan, avaliado em mais de R$ 500 mil.

Na última quarta-feira (23), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que o esquema, batizado de "Operação Sem Desconto", pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

O esquema teria contado com o apoio de Acordos de Cooperação Técnica firmados com o INSS e, de acordo com a CGU, houve também indícios de falsificação de documentos. 

Presidente do INSS é afastado após operação da PF
 
Uma investigação da Polícia Federal resultou no afastamento do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, nesta quinta-feira (23). A ação faz parte de uma grande operação que apura irregularidades cometidas por entidades que atuam junto a aposentados e pensionistas.

A gravidade do caso levou à comunicação imediata ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi levada por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Carvalho, responsáveis por coordenar a ação conjunta.

Após o afastamento de Stefanutto, o governo federal convocou algumas reuniões de emergência. A primeira aconteceu no Palácio da Alvorada e contou com a participação de membros do alto escalão. Já a segunda, realizada no Ministério da Justiça, está acontecendo hoje e continua a discutir medidas para reparar os danos causados.

A operação ainda está em andamento, e novas ações podem ser tomadas nos próximos dias.

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