Polícia
por Isabela Fernandes
Publicado em 03/04/2025, às 10h32
Na manhã de quarta-feira (2), a Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), por meio da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), deflagrou a operação Pit Stop com o objetivo de combater uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro no interior de São Paulo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ação contou com a participação de cerca de 30 policiais civis e, durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Monte Mor e Hortolândia.
O alvo da investigação era a utilização de revendedoras de automóveis como fachada para o esquema de lavagem de dinheiro. Como resultado, 75 carros de luxo foram bloqueados pela Justiça, e outros 70 veículos, de pessoas não ligadas ao crime, foram apreendidos para análise.
Em um dos endereços investigados, um homem de 43 anos foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo. Durante a abordagem, foram apreendidos um revólver calibre 357 e uma pistola, além de R$ 18 mil em espécie, celulares, computadores e documentos que agora serão analisados pelas autoridades.
A operação Pit Stop faz parte de uma série de ações da polícia para desmantelar organizações criminosas que atuam no interior do estado, envolvendo o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
No dia 26 de março, a Polícia Civil iniciou uma megaoperação para prender 39 pessoas suspeitas de fazer parte de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os mandados de prisão, juntamente com outros 20 de busca e apreensão, foram cumpridos em cidades dos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
Além das prisões e buscas, a operação também executou 41 medidas de sequestro de propriedades, bloqueio de bens, valores em contas bancárias e aplicações financeiras dos envolvidos.
A partir da investigação inicial, foi descoberta a quadrilha com o esquema de lavagem de dinheiro. O grupo transferia recursos para contas de pessoas físicas e jurídicas fictícias nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, ajudando a ocultar a origem dos recursos ilegais.
Cerca de 150 policiais civis participaram da megaoperação nos três estados. Investigações envolvendo a quadrilha seguem em andamento.
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